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Água: um bem que deve ser preservado por todos

Se você é do tipo que escova os dentes ou lava a louça com a torneira aberta, ou ainda gosta de lavar o carro ou a calçada de casa com mangueira, é melhor rever seus conceitos. Somente no século XX a população mundial cresceu 300% e o consumo de água aumentou em 600%. Enquanto isso, a quantidade de água existente no planeta não aumenta, pelo contrário. A interferência humana altera constantemente o ciclo da água e deixa este bem cada vez mais escasso para o consumo.

Hoje em dia, 20% da população do mundo não possui água potável para viver (mais de 1 bilhão de pessoas) e 2,5 bilhões de habitantes carecem de um meio seguro para descartar seus dejetos humanos. Como resultado da água contaminada e falta de banheiro é que 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo, principalmente crianças com menos de 5 anos.

Enquanto um canadense consome em média 600 litros de água por dia, um habitante de países como a Etiópia vive com menos de 9 litros de água, uma diferença absurda.  No Brasil, o consumo é menor – em média 187 litros diários por pessoa – mas ainda vai além da média determinada pela Organização Mundial da Saúde, de até 50 litros diários.

Ainda que o Brasil seja o detentor de 11,6% da água doce superficial do mundo, este recurso pode se esgotar em pouco tempo se não houver uma conscientização de todos para economizar e preservar, já que a poluição e o desperdício reduzem a água disponível em nosso país.

Uso consciente – todos somos responsáveis

- Banheiro – reduza o tempo do banho (média 8 minutos), feche a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, instale vasos sanitários com caixa acoplada para descarga, conserte vazamentos.

- Cozinha e jardins – feche a torneira enquanto ensaboa a louça; evite o uso de mangueiras, dando preferência para balde; reaproveite a água utilizada na máquina de lavar roupa – e use a lavadora apenas quando tiver roupa suficiente para enchê-la completamente.

- Lavagem de carros e calçadas – evite o uso de mangueiras. Na rua, varra e recolha a sujeira antes de jogar água.

- Não polua rios e lagos. Sabe aquele papelzinho de bala que você jogou no chão? Imagine milhares deles boiando sobre o rio de onde sai a água para o seu consumo… Faça a sua parte!

 

Por Lucy De Miguel  |  Vetor Comunicação

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Publicado em 6 de junho de 2010

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Dia Mundial da Água – Planeta pede socorro!

 

Este 22 de março, Dia Mundial da Água, pede reflexão urgente, pois é certo que o planeta não possui água suficiente para atender ao consumo irracional que vem sendo feito. Em diversos lugares do mundo, a população já sofre há anos com a falta desse bem essencial à vida. Na África, por exemplo, a falta de água potável e de saneamento básico provocam a morte de uma criança a cada 15 segundos. Segundo a Cruz Vermelha, mais de um milhão de pessoas no mundo não têm acesso a água potável e cerca de 2,6 milhões (40% da população mundial) não dispõe de serviços de saneamento básico.

 

No Brasil, o uso deste recurso natural ainda é feito em abundância: gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. O consumo do brasileiro é de cerca de 200 litros por dia, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda gastos de 40 litros diários por pessoa.

 

O país é privilegiado por deter 11,6% de toda a água doce do planeta, mas nem por isso é justificável seu desperdício. Pesquisa feita pela Agência Nacional de Águas (ANA), mostra que a demanda de água nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual dos recursos.

 

Ser Voluntário Telefônica também é colaborar neste sentido. Pequenas mudanças no cotidiano podem contribuir para evitar o desperdício – e você pode começar a colaborar agora mesmo. Diminuir o tempo do banho, fechar a torneira enquanto escova os dentes ou lava a louça, reaproveitar a água da máquina de lavar roupas para lavar o quintal, são algumas ações que certamente ajudarão na preservação do planeta.

 

As empresas também devem implementar medidas de reuso da água, colaborando com o meio ambiente. O uso racional de água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Pense nisso!

 

 Por Lucy De Miguel  |  Vetor Comunicação

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Publicado em 19 de março de 2010

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Precisamos usar a água com mais responsabilidade

Eu me lembro com nostalgia das manhãs de inverno da minha infância e adolescência, no Paraná. Eu saia cedinho pra escola e, entre as aventuras e travessuras do trajeto, estavam pisar na grama para ouvir os estalos da geada se quebrando, bocejar para ver a “fumacinha” que se formava pelo contato do ar quente da boca com o ar gelado da manhã, e brincar de pega-pega ou qualquer outro jogo com corrida, antes de entrar na sala de aula, para “descongelar” os pés e as mãos.

 

Nem faz tanto tempo assim que tudo isso se passou. Mas, certamente, já faz algum tempo que minha cidade natal não tem um inverno como aqueles. Mudou o clima? Dizem os analistas que o ser humano interferiu e usou tanto a natureza que o equilíbrio de toda a vida já está comprometido. Nesta Semana do Meio Ambiente, quero compartilhar com você uma intensa experiência profissional que me deu a oportunidade de aprender e amadurecer idéias sobre esse tema.

 

Durante os quatro primeiros meses de 2009, trabalhei como assessora de imprensa do Conselho Mundial da Água, com dedicação especial ao 5º Fórum Mundial da Água. O evento aconteceu em março, em Istambul, na Turquia, e reuniu mais de 20 mil pessoas, entre políticos, especialistas, empresários e organizações que atuam nesse setor. Uma das principais discussões – e uma das que mais me chamou a atenção – foi exatamente a que relacionava qualidade e disponibilidade de água e mudanças climáticas.

 

A proposta era objetiva: mostrar como os efeitos das mudanças climáticas já são tão evidentes e inevitáveis que é fundamental pensar em adaptação. Quer dizer que não dá mais para pensar só em diminuir a emissão de gases, a poluição e rever os processos de produção. Isso tem que ser feito com seriedade, sem dúvida. Mas, não se pode pensar em mudanças climáticas como ficção científica ou probabilidade do futuro. Elas já fazem parte da vida da nossa geração e, por isso, é necessário planejar adaptações nos mais diferentes setores. E isso tem tudo a ver com o ciclo das águas.

 

Um exemplo? Basta ligar a televisão ou abrir os jornais: tem água (chuva) demais no Norte e no Nordeste, e água (chuva) de menos no Sul. Os gaúchos lamentam safras inteiras perdidas, enquanto ribeirinhos da Amazônia viram os níveis dos rios subir como nunca antes tinha acontecido. Segundo os cientistas, a tendência é que esse tipo de fenômeno ocorra com cada vez mais frequência. Pode chover demais de uma só vez em um lugar, assim como a chuva pode diminuir ou desaparecer em outro.

 

Durante o Fórum Mundial da Água, foram apresentados exemplos diversos, como a Espanha, que passou a importar água durante o verão, porque as suas fontes já não são mais suficientes para as demandas da população, ou diversos países asiáticos, que vêm desenvolvendo juntos tecnologia para identificar, com antecedência, possíveis desastres como inundações e tsunamis, ou ainda a Califórnia, que vê seu abastecimento de água comprometido porque há menos neve nos picos de suas montanhas e, consequentemente, menos água derretida desses picos para encher os seus rios.

 

 

Mas o Fórum não teve nem incentivou nenhuma mensagem alarmista e negativa. A constatação desses problemas não significa que tudo está perdido. Muito pelo contrário, o evento teve como proposta fomentar o desenvolvimento de planos de preparação e adaptação. Holanda e Bangladesh, por exemplo, compartilharam estratégias sobre como evitar que seus territórios e importantes cidades sejam completamente dizimadas pelo aumento do nível do mar. Tomar conhecimento da evidência do problema fez com que esses países buscassem soluções para minimizar danos e planejar como será a vida nas regiões que serão provavelmente afetadas.

 

 

Todos já sabemos o efeito de consumir os recursos naturais sem planejar, sem pensar no futuro. A mensagem mais evidente, para mim, é que a tal cidadania planetária precisa ganhar as ruas. Todos e cada um precisam usar a água com mais responsabilidade e exigir que as políticas públicas determinem e monitorem a gestão responsável desse recurso. Está pensando que esse desafio é grande demais? Pode ser, mas dizem que todo grande problema se torna mais administrável quando dividido em partes. No caso da água, valem, então, as velhas dicas de fechar a torneira ao escovar os dentes, de juntar mais roupa para lavar de uma única vez, de tomar banhos mais rápidos. Aos já habituados a essas práticas, quem sabe seja a hora de ajudar o condomínio a gastar menos água ou motivar uma campanha na escola dos filhos. E quem sabe alguns mais ousados possam se interessar em participar em algum comitê de bacia hidrográfica ou de gestão de represa de abastecimento de água.

Afinal, todo esforço vale para garantir e preservar a saúde que representa o acesso à água e a beleza de rios, lagos, mares, tão revigorantes quanto a lembrança da geada que tornava as minhas manhãs de inverno mais divertidas em minha infância.

 

Por Ana Cristina Suzina - Jornalista

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Publicado em 3 de junho de 2009

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